O Reino Unido mantém uma política de promoção ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar como estratégia de saúde pública. A ideia é reduzir o consumo de cigarros convencionais por meio de DEFs, incluindo programas de incentivo a trocar cigarros por vapes.
Em 2023, o governo lançou o programa Swap to Stop, que oferece kits de vape gratuitamente em postos de saúde para quem deseja abandonar o cigarro. A meta é transformar o vape em ponte para a cessação total ou reduzir danos para quem não consegue parar.
O NHS afirma que, embora ainda não haja dados definitivos sobre efeitos de longo prazo, os cigarros eletrônicos são menos nocivos que o tabaco tradicional. O objetivo institucional é ampliar o acesso a opções de redução de danos, com regulação para evitar riscos maiores.
No debate internacional, pesquisadores britânicos, australianos e neozelandeses apresentaram visões majoritárias favoráveis ao vape como instrumento de redução de danos, sem alinhamento com interesses da indústria tabagista. A indústria tem mostrado interesse em regulamentação mais ampla.
Na prática regulatória, o Reino Unido impõe limites: até 20 mg de nicotina por ml e tanques de até 2 ml. Contudo, apreensões persistem sobre o uso por jovens. Aproximação de políticas para banir vapes descartáveis entra em vigor em junho, com foco na proteção de menores e no meio ambiente.
No Brasil, a posição é diferente. A Anvisa mantém a proibição de fabricação, importação e venda de vapes. Especialistas brasileiros divergem sobre a estratégia, com defensores da aprovação como ferramenta de redução de danos e críticos que destacam riscos de jovens iniciarem no consumo de nicotina.
Entre os apoiadores, há quem peça mais dados para embasar decisões no Brasil. Pesquisadores brasileiros ressaltam que o debate requer evidências robustas, especialmente sobre efeitos a longo prazo e padrões de uso entre jovens.
O cenário global permanece polarizado. Enquanto o Reino Unido avança em regulamentação e incentivo ao uso responsável, o Brasil mantém postura restritiva, com foco na prevenção de iniciação entre adolescentes e no controle ambiental.
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