A polícia iraniana anunciou a prisão de 24 pessoas acusadas de espionagem em favor de Israel. O comunicado, divulgado pela agência Tasnim, afirma que os detidos estavam envolvidos em atividades para desestabilizar a imagem da República Islâmica. O comandante da polícia do oeste de Teerã, Kiumars Azizi, afirmou que os indivíduos atuavam tanto online quanto offline, buscando perturbar a opinião pública.
A operação ocorre em um contexto de crescente paranoia no Irã, após uma série de ataques israelenses que atingiram instalações nucleares e militares. Esses ataques, que começaram na última sexta-feira, 13, intensificaram a repressão interna do governo iraniano. Além das prisões, houve um aumento na vigilância sobre atividades consideradas pró-Israel.
Ações de Repressão
Em Isfahan, onde Israel bombardeou um complexo nuclear, pelo menos 60 cidadãos foram detidos sob a acusação de ameaçar a segurança psicológica da sociedade. O governo iraniano lançou uma campanha para que a população denuncie comportamentos suspeitos, com cartazes em Teerã orientando os cidadãos a ficarem atentos a vizinhos que apresentem comportamentos considerados estranhos.
O chefe da polícia nacional, Ahmad-Reza Radan, gravou um vídeo convocando supostos traidores a se entregarem em troca de clemência. O poder judiciário também pediu punições rápidas para os acusados de colaboração com Israel, refletindo o temor de infiltração do Mossad, especialmente após relatos de contrabando de armas para o Irã.
Contexto de Tensão
As tensões entre Irã e Israel não são novas, mas se intensificaram com os recentes conflitos. Autoridades israelenses afirmam que agentes estabeleceram uma base para o lançamento de drones explosivos dentro do Irã, utilizados para atacar lançadores de mísseis próximos a Teerã. O governo iraniano continua a reforçar sua postura contra qualquer forma de dissidência ou colaboração com o que considera o inimigo.
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