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Irã e EUA dialogam sobre conflito com Israel em meio a tensões crescentes

EUA e Irã buscam diálogo sobre programa nuclear, mas tensões aumentam com bombardeios israelenses e impasse nas negociações persiste.

Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei (C), em evento com comandantes das Forças Armadas (Foto: KHAMENEI.IR/AFP PHOTO)
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O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, mantiveram conversas diretas em meio ao aumento das tensões na região. As discussões, iniciadas após os bombardeios israelenses ao Irã, buscam uma solução para o impasse sobre o programa nuclear iraniano. Araqchi condicionou o diálogo à cessação dos ataques israelenses.

Desde abril, EUA e Irã têm realizado negociações indiretas, mas a situação se agravou com os recentes bombardeios. Araqchi deixou claro que o Irã não participará de novas negociações enquanto os ataques continuarem. As conversas abordaram uma proposta americana de criar um consórcio regional para o enriquecimento de urânio fora do Irã, que foi rejeitada por Teerã.

Flexibilidade Iraniana

Diplomatas indicam que Araqchi sinalizou alguma flexibilidade na questão nuclear, caso os EUA pressionem Israel a interromper os bombardeios. As trocas telefônicas entre Witkoff e Araqchi foram as mais significativas desde o início das tratativas em abril, representando um avanço nas comunicações diretas.

A situação é complexa, com o presidente americano, Donald Trump, insistindo que o Irã deve interromper o enriquecimento de urânio em seu território. Por outro lado, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, considera esse direito inegociável. A escalada militar israelense e a retórica de Trump dificultam um diálogo aberto entre os países.

Reuniões em Genebra

Araqchi se reunirá em Genebra com chanceleres do Reino Unido, França e Alemanha, além de representantes da União Europeia, para discutir a crise. As expectativas de progresso são baixas, especialmente após novos bombardeios israelenses que resultaram em 639 mortes no Irã desde o início dos ataques.

A situação permanece tensa, com ambos os lados intensificando suas ações. A possibilidade de um envolvimento direto dos EUA no conflito gera preocupações sobre uma guerra mais ampla na região, que poderia envolver outros países. A mediação europeia é vista como a alternativa mais viável para avançar nas negociações.

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