Os houthis, grupo rebelde que controla partes do Iémen, emitiram uma ameaça neste sábado, 21, de atacar navios dos Estados Unidos no Mar Vermelho. A declaração surge em meio a um recente cessar-fogo e se relaciona à possibilidade de intervenção americana na guerra entre Israel e Irã. O porta-voz militar do grupo, Yahya Sari, afirmou que as Forças Armadas dos houthis estão prontas para agir caso os EUA se unam a Israel em um ataque contra o Irã.
A escalada de tensões ocorre após os EUA deslocarem forças militares significativas para a região, incluindo bombardeiros furtivos B-2 e o porta-aviões USS Gerald R. Ford. Essas movimentações visam reforçar a presença militar americana em resposta ao conflito crescente entre Israel e Irã, que se intensificou desde 13 de junho, quando Israel atacou instalações nucleares iranianas.
Os houthis já realizaram ataques a embarcações no Mar Vermelho em solidariedade aos palestinos e, desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro, têm lançado mísseis em direção a Israel. A Organização Marítima Internacional estima que até um quarto da navegação global passa pela rota entre o estreito de Bab al-Mandeb e o Canal de Suez, tornando a região estratégica.
Reações e Consequências
A ameaça dos houthis coincide com a intensificação dos ataques israelenses, que alegam ter eliminado comandantes da Guarda Revolucionária iraniana. Yahya Sari declarou que qualquer apoio dos EUA a Israel não será ignorado e que o grupo está preparado para retaliar. A situação permanece volátil, com a possibilidade de que o cessar-fogo seja comprometido caso os EUA se envolvam diretamente no conflito.
Os houthis, apoiados pelo Irã, têm reiterado seu compromisso em defender os interesses dos países árabes e islâmicos contra as ações de Israel. A tensão na região continua a crescer, com os insurgentes alertando que a paz pode ser abalada se houver uma intervenção militar americana.
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