Milhares de soldados americanos estão sob ameaça direta do Irã, que prometeu retaliação aos ataques dos EUA contra suas instalações nucleares. A situação se intensificou após a ordem de Donald Trump em 2020, que resultou na morte do general Qassem Soleimani. Especialistas alertam que bases no Iraque, Bahrein e Kuwait podem ser os primeiros alvos.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu que qualquer intervenção militar americana resultará em “danos irreparáveis”. Atualmente, mais de 40 mil soldados e civis americanos estão no Oriente Médio, com bilhões de dólares em armamentos armazenados na região. Dana Stroul, do Pentágono, afirmou que as Forças Armadas estão preparadas para responder a possíveis ataques iranianos.
Analistas como Adel Abdel Ghafar preveem que as tropas americanas no Iraque, Bahrein e Kuwait enfrentam maior vulnerabilidade. Mísseis iranianos poderiam atingir essas bases em apenas três a quatro minutos, reduzindo o tempo para interceptação. O Irã também ameaçou minar o Estreito de Ormuz, crucial para o comércio global de petróleo.
No Iraque, cerca de 2.500 soldados estão baseados em locais como Bagdá e Ain al-Asad, que já sofreu ataques de drones. As relações entre os militares americanos e o Iraque permanecem tensas desde a guerra que terminou em 2011. No Bahrein, a 5ª Frota da Marinha abriga cerca de 9 mil militares, enquanto no Kuwait, 13.500 soldados estão estacionados, mantendo laços militares fortes desde a Guerra do Golfo.
A Base Aérea de Al Udeid, no Catar, é a maior instalação militar dos EUA na região, com cerca de 10 mil soldados. Desde os ataques de 11 de setembro, a base tem sido crucial para operações no Oriente Médio. A Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, também abriga 3.500 militares, reforçando a presença americana na região.
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