Horas após um ataque com mísseis contra a base americana no Qatar, o líder do Irã, aiatolá Khamenei, declarou que o país “não agrediu ninguém”. O ataque, que não resultou em feridos, foi justificado pelo Irã como uma retaliação às ações dos EUA.
Khamenei, em uma postagem nas redes sociais, afirmou que o Irã não aceitará agressões de outros países. “Não nos submeteremos a agressão de ninguém, sob nenhuma circunstância,” escreveu. O ataque foi direcionado à base de Al-Udeid, considerada uma das mais estratégicas dos EUA na região, que abriga cerca de 10 mil soldados.
O governo iraniano alegou que a ação foi uma resposta a violações do direito internacional por parte dos EUA, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano. Em um comunicado, o regime enfatizou que não permitirá que sua soberania e segurança nacional fiquem sem resposta. “As bases e os alvos militares dos EUA na região não são um ponto forte, mas sim uma grande fraqueza,” afirmaram.
A operação, chamada de “Anunciação da Vitória”, foi anunciada como uma resposta a ataques anteriores às instalações nucleares do Irã. Enquanto isso, os EUA monitoram a situação e o presidente Donald Trump convocou uma reunião de emergência com sua equipe de segurança. A avaliação inicial da Casa Branca é de que o ataque iraniano foi simbólico, uma tentativa de mostrar força interna.
A base de Al-Udeid, localizada ao sudoeste de Doha, é um quartel-general avançado do Comando Central dos EUA e dirige operações militares em uma vasta área que se estende do Egito ao Cazaquistão. A tensão entre Irã e EUA continua a aumentar, refletindo um cenário de instabilidade na região.
Entre na conversa da comunidade