Às vésperas da Cúpula do Brics, marcada para os dias 6 e 7 de novembro no Rio de Janeiro, o Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi) reafirmou a inclusão do Irã em sua lista de países que não cumprem as normas de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Desde 2016, o Irã não tem atendido aos compromissos estabelecidos.
O Gafi, que visa proteger o sistema financeiro global, alertou instituições financeiras brasileiras sobre operações suspeitas relacionadas ao Irã. O Banco Central do Brasil, por meio do Departamento de Supervisão de Conduta, emitiu um comunicado orientando as instituições a reportarem ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) qualquer transação suspeita envolvendo o país.
Atualmente, apenas Irã, Coreia do Norte e Mianmar estão na chamada “lista negra” do Gafi, que identifica jurisdições com deficiências significativas na prevenção de crimes financeiros. O Irã havia se comprometido a resolver suas falhas em 2016, mas em fevereiro de 2020, o Gafi constatou que o país não havia avançado. Em 2019, o órgão já havia solicitado a seus membros que intensificassem a supervisão sobre instituições financeiras ligadas ao Irã, mas sem resultados efetivos.
Cancelamento da Participação do Irã
Em meio a esse cenário, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian cancelou sua participação na Cúpula do Brics. A política externa do Irã é marcada pelo apoio a grupos considerados terroristas, como o Hamas e o Hezbollah. Recentemente, o país enfrentou bombardeios de Israel e dos Estados Unidos, que buscam conter o desenvolvimento de armas nucleares no Irã.
O alerta do Gafi e o cancelamento da participação do presidente iraniano na cúpula refletem a crescente tensão e a complexidade das relações internacionais envolvendo o Irã.
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