Na noite de terça-feira, 10 de outubro, a Global Sumud Flotilla, composta por ativistas e ajuda humanitária, foi alvo de um novo ataque de drone enquanto seu barco Alma, de bandeira britânica, estava ancorado em frente ao porto de Tunis, na Tunísia. O ataque causou um incêndio na embarcação, que foi rapidamente controlado, e não houve feridos entre os tripulantes.
Este foi o segundo ataque em dois dias, após um incidente semelhante que atingiu o barco Family, onde estavam figuras proeminentes da flotilha, como a ativista sueca Greta Thunberg. A flotilha busca romper o bloqueio israelense em Gaza e levar ajuda humanitária a uma região que enfrenta uma grave crise, com mais de 500 mil pessoas em situação de fome extrema.
Reações e Segurança
Após os ataques, a segurança no local foi intensificada. A polícia tunisiana foi acionada e investigações foram abertas para apurar os incidentes. Testemunhas relataram a presença de drones sobrevoando a área, incluindo um da Guarda Costeira tunisiana. Os organizadores da flotilha, como Saif Abukeshek, afirmaram que os ataques visam desviar a atenção da missão humanitária e são parte de uma “guerra psicológica”.
Os participantes da flotilha, que conta com mais de 250 pessoas de 45 países, reafirmaram sua determinação em continuar a missão. A ativista irlandesa Tara Sheehy destacou que os ataques servem como um lembrete dos riscos envolvidos, mas também fortalecem a solidariedade entre os ativistas. Por outro lado, Sami Al Soos, palestino residente no Reino Unido, expressou que não se surpreende com os ataques e se sente amparado pelas leis humanitárias internacionais.
Planejamento e Desdobramentos
A partida da flotilha, inicialmente prevista para quarta-feira, pode ser adiada em até 24 horas devido aos ataques e problemas mecânicos em algumas embarcações. A flotilha continua a mobilizar esforços para levar assistência a Gaza, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação a escalada de violência na região. A Bélgica já solicitou uma investigação sobre os ataques, e a ONU alerta para a situação humanitária crítica que se agrava a cada dia.
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