Nesta sexta-feira (12), a Rússia anunciou a derrubada de 221 drones ucranianos em um ataque aéreo massivo, considerado um dos mais significativos em três anos e meio de conflito. O Ministério da Defesa da Rússia informou que os drones foram interceptados principalmente nas regiões de Briansk e Smolensk, com um total de 28 drones abatidos na região de Leningrado.
Os ataques aéreos ocorreram após a Polônia acusar a Rússia de violar seu espaço aéreo com drones, levando a uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A Polônia, que faz fronteira com a Ucrânia, relatou que caças poloneses interceptaram algumas das aeronaves não tripuladas. Em resposta, a OTAN anunciou o reforço das defesas aéreas na região, destacando a operação Sentinela Oriental.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, expressou preocupação com a crescente irresponsabilidade da Rússia em relação ao espaço aéreo, que inclui violações em outros países bálticos. A França e a Alemanha também se comprometeram a fortalecer a defesa polonesa, enquanto o general americano Alexus G. Grynkewich afirmou que as operações para combater drones começarão imediatamente.
Além disso, a situação na Ucrânia permanece tensa, com ataques regulares de drones a alvos russos e bombardeios em cidades ucranianas. O ataque mais recente da Rússia ocorre em um contexto de crescente mobilização militar, com exercícios conjuntos programados com a Bielorrússia, aumentando as preocupações sobre a escalada do conflito.
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