Israel intensificou seus ataques aéreos no sul do Líbano, mirando posições do Hezbollah, mesmo após um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA e França. O governo libanês, liderado pelo primeiro-ministro Nawaf Salam, pediu à comunidade internacional que pressione Israel a respeitar os termos do acordo.
Os bombardeios começaram após Israel emitir avisos de evacuação para várias localidades, incluindo Mais al-Jabal, Kfar Tibnit e Debbin. Não houve relatos imediatos de vítimas, mas imagens divulgadas nas redes sociais mostraram grandes nuvens de fumaça nas áreas atingidas. Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmou que os ataques visavam infraestrutura do Hezbollah, alegando que o grupo estava tentando restabelecer suas operações na região.
O primeiro-ministro Salam expressou preocupação com a situação, questionando: “Onde está o compromisso de Israel com esses mecanismos?” Ele solicitou que os países que patrocinam o cessar-fogo exerçam pressão máxima sobre Israel para que cesse suas ações agressivas e se retire do território libanês. O acordo estipula que o Líbano deve impedir operações do Hezbollah contra Israel, enquanto Israel se compromete a não realizar operações ofensivas em território libanês.
A situação permanece tensa, com o governo libanês encarregando suas forças armadas de estabelecer um monopólio estatal sobre as armas, uma decisão que o Hezbollah já declarou que não irá acatar. O desrespeito ao cessar-fogo levanta preocupações sobre a estabilidade na região e a possibilidade de um novo conflito.
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