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Putin classifica temores sobre ataque à Otan como ‘nonsense’

Putin promete retaliações rápidas à militarização europeia e critica a NATO, enquanto elogia Donald Trump em discurso em Sochi.

Vladimir Putin: ‘We are closely monitoring the escalating militarisation of Europe.’ Photograph: Mikhail Metzel/Reuters
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Vladimir Putin, durante um discurso em Sochi, descartou as preocupações ocidentais sobre um possível ataque russo à NATO, chamando-as de “nonsense”. Ele prometeu retaliações rápidas à crescente militarização da Europa, enfatizando que a Rússia não pode ignorar o que considera uma ameaça à sua segurança.

Em sua fala, Putin afirmou que “não há dúvida de que as contramedidas da Rússia não tardarão a chegar”. Suas declarações surgem em um momento em que 45 líderes europeus se reuniram em Copenhague para discutir apoio à Ucrânia e estratégias de defesa contra a agressão russa. Recentemente, diversas incursões aéreas russas em países europeus aumentaram as tensões na região.

Relações com os EUA

O presidente russo também adotou um tom mais conciliador em relação ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Ele sugeriu que, se Trump estivesse no poder, a situação na Ucrânia poderia ter sido diferente. Putin elogiou Trump, afirmando que ele era um “interlocutor confortável” e expressou desejo de restaurar as relações entre Moscou e Washington.

Por outro lado, Putin criticou as ações da Europa, responsabilizando as “elites europeias” por obstruir a paz na Ucrânia. Ele se referiu à detenção de uma tripulação russa pela França, chamando a ação de “pirataria”. A retórica de Putin sugere uma falta de disposição para compromissos, reafirmando a determinação da Rússia em continuar suas operações na Ucrânia, apesar das perdas significativas relatadas.

Reação da Ucrânia

Enquanto isso, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, presente na cúpula em Copenhague, alertou sobre a intensificação das ações destrutivas da Rússia. Ele pediu à Europa que aumentasse a pressão sobre Moscou para forçar um fim ao conflito, destacando que a união e a ação conjunta são essenciais para garantir a segurança da região.

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