A situação na usina nuclear de Zaporizhzhia é alarmante, com a instalação sem energia externa desde 23 de setembro devido a ataques russos. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), Rafael Grossi, enfatizou a necessidade de vontade política para restaurar a energia e melhorar a segurança no local.
Após uma visita à usina, Grossi alertou que a situação de segurança precisa ser estabilizada para que reparos possam ser realizados. Em um comunicado, ele afirmou que “sem uma linha de energia confiável, não podemos saber a real situação” da usina, que opera atualmente com apenas 20% de capacidade devido ao uso de energia de backup degradada.
Ataque e Morte de Jornalista
Além da crise energética, um fotógrafo francês, Antoni Lallican, foi morto em um ataque de drone russo, marcando a primeira morte de um jornalista no conflito. A agência AFP, para a qual trabalhava, informou que outro fotógrafo ficou gravemente ferido. O ataque ocorreu em uma área onde Lallican estava atuando, e a defesa russa alegou que a ação visava uma unidade militar não especificada.
Grossi destacou que a IAEA está em diálogo com Ucrânia e Rússia para encontrar soluções para restaurar a energia à usina. No entanto, ele não pôde avaliar a extensão dos danos causados pelos ataques recentes. A situação continua a ser uma preocupação significativa para a IAEA, que busca restabelecer as condições de segurança que a usina tinha antes do corte de energia.
Desdobramentos e Diálogo
O diretor da IAEA mencionou que as conversas com os responsáveis das agências nucleares de ambos os países estão em andamento. Enquanto a Rússia fornece informações sobre reparos, a Ucrânia detalha os danos nas linhas de energia. “Estamos em uma fase de entendimento mútuo para ver como podemos reestabelecer o fornecimento de energia à usina,” concluiu Grossi.
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