Israel deportou mais 29 ativistas que estavam a bordo de uma flotilha destinada a entregar ajuda humanitária a Gaza. O Ministério das Relações Exteriores informou que, desde o início da ofensiva contra o Hamas em outubro de 2023, já foram deportados pelo menos 170 ativistas entre os mais de 450 detidos.
A flotilha, que partiu no final de agosto, visava desafiar o bloqueio naval imposto por Israel. O governo israelense considera a flotilha uma provocação e afirma que o bloqueio é legal. No entanto, os ativistas alegam que estão sendo alvo de maus-tratos, incluindo a negação de acesso a advogados. O Ministério das Relações Exteriores de Israel nega essas acusações e afirma que todos os direitos legais dos detidos foram respeitados.
Acusações de Maus-Tratos
A organização Adalah, que representa os ativistas, revelou que alguns detidos relataram abuso físico e a negação de tratamento médico. Um caso específico envolveu uma mulher muçulmana que teria sido forçada a remover seu hijab. Em resposta, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores rejeitou as alegações, afirmando que todos os detidos tinham acesso a água, comida e banheiros.
Os governos da Grécia e da África do Sul também se manifestaram sobre a situação de seus cidadãos detidos, afirmando que estavam em boas condições de saúde. A Grécia anunciou que seus 27 cidadãos seriam deportados na segunda-feira, enquanto a África do Sul confirmou que sua delegação visitou os detidos.
Novas Tentativas de Flotilhas
Apesar das deportações, novas tentativas de flotilhas continuam. Uma nova expedição, composta por 11 embarcações, está em andamento, incluindo médicos e jornalistas a bordo. Os organizadores da flotilha contestam as alegações de que a ajuda humanitária transportada era mínima. As autoridades israelenses, por sua vez, afirmam que ofereceram transferir a ajuda para Gaza em coordenação com governos estrangeiros.
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