Ativistas australianos detidos em Israel relataram tratamento degradante e humilhante enquanto tentavam levar ajuda humanitária para Gaza. Os sete detidos estão em uma prisão de alta segurança no deserto de Negev e enfrentam condições alarmantes. O governo australiano expressou preocupação e está oferecendo assistência consular.
Surya McEwen, um dos ativistas, contou que sofreu agressões físicas, incluindo uma lesão no ombro e foi submetido a técnicas de privação de sono. Ele afirmou que os guardas israelenses o intimidaram e que a água fornecida era imprópria para consumo. Outro ativista, Juliet Lamont, relatou estar em risco de derrame após a confiscação de sua medicação. Ambos descreveram a prisão como um ambiente “distópico”.
Condições de Detenção
Os ativistas foram detidos enquanto faziam parte de uma flotilha que levava ajuda a Gaza. Durante a detenção, Lamont foi tratada de forma brutal, com as mãos amarradas e exposta a um canhão de água, permanecendo em uma área sem ventilação por horas. Sua saúde se deteriorou, e ela se sentiu desidratada e confusa durante a visita de oficiais australianos.
A situação se agrava com a falta de acesso a medicamentos essenciais. O Departamento de Relações Exteriores da Austrália (Dfat) confirmou que está em contato com os detidos e enfatizou a necessidade de tratamento humano, conforme as normas internacionais. O governo australiano também reiterou o pedido para que Israel permita o fluxo contínuo de ajuda humanitária para Gaza.
As famílias dos detidos estão alarmadas com as condições enfrentadas por seus entes queridos. A mãe de McEwen expressou preocupação com a saúde do filho e a falta de assistência médica. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades australianas, que buscam garantir a segurança e o bem-estar dos ativistas.
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