A Rússia anunciou nesta segunda-feira, 6 de outubro, a interceptação de 251 drones ucranianos em um dos maiores ataques desde o início do conflito, que se intensificou desde fevereiro de 2022. O Ministério da Defesa russo informou que 40 drones foram abatidos sobre a Crimeia, 62 sobre o Mar Negro e cinco sobre o Mar de Azov.
No dia anterior, a Rússia lançou um grande ataque contra a região de Lviv, com 140 drones e 23 mísseis direcionados à área, levando à ativação de alertas na Polônia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O chefe da Administração Militar Regional de Lviv, Maksim Kozitskí, confirmou a magnitude do ataque, que destaca a escalada das hostilidades entre os dois países.
Desde o início da guerra, a Rússia tem realizado ataques quase diários com drones e mísseis, enquanto a Ucrânia responde com ofensivas limitadas, focadas em infraestruturas energéticas russas. Recentemente, a Rússia intensificou suas agressões à rede elétrica ucraniana, levantando preocupações sobre uma possível campanha para deixar o país sem energia durante o inverno.
Contexto Territorial
Atualmente, a Rússia controla 19% do território ucraniano, segundo dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). Antes da invasão, em fevereiro de 2022, cerca de 7% já estavam sob controle russo, incluindo a Crimeia e partes do Donbass. Apesar das tentativas diplomáticas para resolver o conflito, os avanços do Exército russo desaceleraram em setembro, com a conquista de 447 km², bem abaixo dos picos de julho.
A situação continua a ser tensa, com a comunidade internacional monitorando os desdobramentos e as consequências humanitárias da guerra em curso.
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