Reyes Rigo, a única espanhola da Flotilha Global Sumud, permanece detida em Israel após sua prisão durante a interceptação da embarcação que levava ajuda humanitária a Gaza. Um tribunal em Beersheba prorrogou sua detenção por mais três dias enquanto investiga uma acusação de agressão a uma enfermeira da prisão. Rigo nega a acusação e afirma que se interpôs entre os guardas e uma colega durante um incidente na prisão.
A ONG Adalah, que representa Rigo, solicitou acesso aos documentos do caso, mas ainda não teve sucesso. A ativista, de 56 anos, relatou que foi retirada de uma cela com violência pelos funcionários da prisão, que a arrastaram pelo chão. O advogado da ONG pediu que fossem apresentadas imagens do ocorrido, mas a polícia admitiu não ter acesso a essas gravações.
Detenções em Massa
Além de Rigo, Israel interceptou outra flotilha, chamada Mil Madleens, detendo cerca de 150 pessoas, incluindo oito espanhóis. A operação ocorreu em águas internacionais, onde a legislação internacional garante o direito à livre navegação. Os detidos na Mil Madleens incluíam médicos, jornalistas e representantes políticos, como a deputada Jimena González.
Os barcos da nova flotilha transportavam 18 toneladas de suprimentos médicos e nutricionais. O Ministério de Relações Exteriores de Israel confirmou a operação, informando que os detidos seriam deportados em breve. A situação dos detidos da Global Sumud é crítica, com relatos de agressões e condições desumanas durante a detenção. A ONG Adalah exige a libertação imediata de todos os ativistas ainda sob custódia.
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