Os Estados Unidos e a China iniciaram, nesta terça-feira, a cobrança de taxas portuárias adicionais para empresas de transporte marítimo. Essa medida intensifica a tensão na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. As taxas serão aplicadas no primeiro porto de entrada ou nas cinco primeiras viagens anuais, com um ciclo de cobrança que começará em 17 de abril.
A decisão da China ocorre em um contexto de escalada das hostilidades comerciais. Recentemente, o país ampliou os controles sobre a exportação de terras raras, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aumentar tarifas sobre produtos chineses. Apesar disso, ambos os lados tentaram acalmar os mercados, enfatizando a possibilidade de diálogo e cooperação nas negociações.
Detalhes das Taxas
A China anunciou que as taxas especiais se aplicam a navios de bandeira, operados ou construídos nos EUA. Contudo, navios construídos na China estarão isentos dessas cobranças. O Ministério do Comércio chinês pediu aos EUA que reconsiderem suas práticas e busquem um diálogo em vez de confrontos. A empresa COSCO, uma das principais transportadoras de contêineres da China, deverá ser a mais impactada, com custos estimados em US$ 3,2 bilhões até 2026.
Analistas alertam que essa simetria retaliatória pode levar a uma espiral de tributação marítima, distorcendo os fluxos globais de frete. Um consultor baseado em Xangai avaliou que, embora as novas taxas possam aumentar os custos, é improvável que o comércio seja interrompido. “As empresas estão encontrando maneiras de se adaptar”, afirmou, sem se identificar.
A situação atual destaca a fragilidade das relações comerciais entre as duas potências, que continuam a buscar formas de contornar as barreiras impostas. As próximas semanas serão cruciais para determinar se as negociações poderão avançar ou se a tensão se intensificará ainda mais.
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