Hamas concluiu a entrega dos últimos 20 reféns israelenses vivos em Gaza, em um processo dividido em duas etapas. Os primeiros sete reféns foram entregues ao norte da faixa, enquanto os outros 13 foram liberados no sul. A Cruz Vermelha foi responsável pela transferência, e todos os reféns já estão em território israelense. Em contrapartida, Israel comprometeu-se a libertar cerca de 2.000 presos palestinos.
As negociações entre as partes envolvem também a expectativa de entrega de corpos de 28 vítimas que permanecem em Gaza. Contudo, não está claro se essa entrega ocorrerá simultaneamente com a liberação dos reféns vivos. A situação gera incertezas sobre o momento exato de certas operações associadas ao acordo.
Chegada de Donald Trump
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel e está programado para discursar no Parlamento local. Ele afirmou que Hamas deve se desarmar para que o plano de paz avance, destacando que a guerra chegou ao fim. Após seu discurso, Trump seguirá para o Egito, onde ocorrerá uma cerimônia de assinatura do acordo de paz para Gaza, com a presença de líderes de diversos países.
Em Tel Aviv, grandes multidões acompanharam a operação de troca de reféns. Os cidadãos, muitos com bandeiras israelenses, expressaram esperança de que esse evento marque o início de um processo de cura para o país. Um jovem, que preferiu não se identificar, comentou que a intervenção de Trump foi crucial para a realização do acordo de paz.
Libertação dos Presos Palestinos
Os autobuses que transportam os presos palestinos começaram a deixar as prisões israelenses. A maioria dos 1.718 reclusos foi detida durante as operações militares em Gaza nos últimos dois anos. O governo israelense informou que esses prisioneiros não participaram do ataque que deu início ao conflito. Um grupo de 250 presos, que cumpriam longas penas por envolvimento em atentados, também será liberado, com 154 deles sendo deportados.
Em Ramala, a chegada dos presos é aguardada com expectativa por familiares e amigos, que se reúnem em celebração. A área já está tão cheia que as autoridades palestinas precisaram fechar o acesso. A situação continua a evoluir, com jornalistas registrando os movimentos e as reações da população.
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