No último domingo, oito peças do acervo do Louvre, incluindo itens históricos de Napoleão, foram furtadas em apenas 3 minutos e 57 segundos. Os ladrões, utilizando esmerilhadeiras, invadiram a Galeria Apolo, onde estavam expostas joias da coroa francesa. A ação ocorreu logo após a abertura do museu, evidenciando falhas de segurança.
Os itens roubados incluem diademas, colares e broches, com pedras preciosas como diamantes e esmeraldas. Entre as peças, destacam-se uma tiara da Imperatriz Eugénie e um colar da Imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão. A facilidade de acesso e a falta de segurança foram apontadas como fatores que facilitaram o crime.
Histórico de Roubos
O Louvre já possui um histórico de roubos significativos, incluindo o famoso furto da Mona Lisa em 1911. Na época, um operário italiano conseguiu retirar a obra sem ser notado. Além disso, a segurança do museu foi criticada em um relatório recente, que revelou que 75% da ala Richelieu não possui videomonitoramento. Essa vulnerabilidade, somada à redução do número de agentes de segurança, aumenta a preocupação sobre a proteção das obras.
Julien Dunoyer, agente de segurança há 21 anos, destacou que o número de seguranças caiu de 994 em 2014 para 856 em 2023. Ele alertou que a falta de vigilância pode ter incentivado os criminosos. “Uma vez lá dentro, já é tarde demais”, afirmou Dunoyer, ressaltando a necessidade de melhorias na segurança do museu.
Consequências e Mercado Negro
A recuperação das obras roubadas é um desafio. A Unesco lançou recentemente um Museu Virtual de Objetos Culturais Roubados, que visa combater o mercado negro de artefatos. O museu digital reúne mais de 250 itens de 46 países, permitindo que os visitantes conheçam a história dos objetos desaparecidos e suas comunidades.
As ações dos ladrões, focadas no valor material das peças, refletem uma tendência crescente entre criminosos que veem as obras culturais como commodities. O historiador de arte Noah Charney destacou que o valor intrínseco das joias pode ser desconsiderado pelos ladrões, que buscam lucrar com a revenda de componentes valiosos.
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