O Ministério Público da Itália avaliou que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) não corre risco de sofrer violações de direitos humanos caso seja extraditada para o Brasil. A decisão, que foi encaminhada à Justiça italiana, também refutou a alegação de perseguição política apresentada pela defesa da parlamentar.
Zambelli, que está presa há três meses, foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, além de uma multa de R$ 2 milhões e à perda do mandato, devido ao seu envolvimento na invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O parecer do MP italiano se baseia em “múltiplas provas” que incluem documentos e gravações, confirmando a validade do processo judicial brasileiro.
Decisão do MP Italiano
O Ministério Público da Itália destacou que Zambelli teve pleno direito à ampla defesa durante o processo, o que reforça a legitimidade da condenação. A análise do caso sugere que não há fundamento nas alegações de que a deputada seria alvo de um ataque político por parte das autoridades brasileiras.
A repercussão do caso continua a gerar discussões sobre a extradição e os direitos da parlamentar, com muitos observadores atentos ao desdobramento da situação. O parecer do MP italiano pode influenciar a decisão final da Justiça sobre a extradição, que ainda está pendente.
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