Desde 2018, Russell Simmons reside em Bali, longe das acusações de conduta sexual que pesam sobre ele. O ex-cofundador da Def Jam Recordings enfrenta processos que somam mais de US$ 3 milhões em acordos não cumpridos com pelo menos cinco mulheres. Recentemente, as alegações de Wendy Franco, Sil Lai Abrams e Sherri Abernathy teriam sido resolvidas, mas os termos e valores não foram divulgados.
As mulheres alegaram que Simmons não pagou acordos firmados em 2023, que somavam US$ 2,8 milhões. Franco deveria receber US$ 515 mil, enquanto Abrams e Abernathy tinham acordos de US$ 1,265 milhão cada uma. A demora nos pagamentos foi descrita por Franco como um novo trauma emocional, em um processo já desgastante. “Foi devastador”, afirmou.
Resolução e Implicações
Após meses de espera, um advogado das reclamantes confirmou que o caso foi resolvido, mas não forneceu detalhes. A falta de clareza sobre a natureza do acordo e se Simmons admitiu alguma culpa persiste. Os documentos de acordo não contêm especificações sobre as acusações, e não há admissão de responsabilidade por parte de Simmons.
Simmons, que se apresenta como um “yogi” e investidor em um resort de saúde em Bali, também enfrenta dificuldades financeiras, alegando não possuir bens nos Estados Unidos. Sua equipe jurídica declarou que ele deve mais de US$ 100 mil em taxas legais. Contudo, a advogada de uma das reclamantes contestou essa alegação, afirmando que ele possui uma participação significativa em negócios.
As mulheres expressaram a necessidade de Simmons ser responsabilizado por suas ações. “Ele deve um valor significativo a muitas pessoas”, disse Abrams. Apesar da resolução, o impacto emocional do processo continua a ser uma preocupação para as vítimas, que buscam justiça em um sistema frequentemente falho em lidar com casos de abuso sexual.
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