Um parque de vida selvagem na Nova Zelândia enfrenta uma grave crise financeira e, em decorrência disso, foi forçado a eutanizar dois leões idosos, Imvula e Sibili. A decisão foi anunciada na última terça-feira, após o proprietário, Bolton Equities, colocar o terreno à venda em agosto. Os leões tinham entre 18 e 21 anos e apresentavam condições de saúde irreversíveis.
A operadora do santuário, Janette Vallance, expressou sua devastação com a situação. Segundo ela, a única alternativa viável seria a compra do parque por novos investidores, o que exigiria um investimento significativo para manter os animais. A incerteza sobre o destino dos cinco leões restantes persiste, embora haja interesse de compra do local. No entanto, a relocação dos felinos é considerada não viável devido à sua idade e necessidades complexas.
Reações do Público e Acompanhamento Regulatório
O anúncio da eutanásia gerou uma onda de reações nas redes sociais, com muitos membros do público pedindo uma reconsideração da decisão. Ex-funcionários também manifestaram esperança de que o santuário pudesse mudar de ideia. Vallance mencionou que, apesar do apoio, recebeu comentários ameaçadores, o que a deixou angustiada.
O Ministério da Indústria Primária da Nova Zelândia afirmou que a decisão de eutanizar os animais cabe aos proprietários, e que um inspetor de bem-estar animal estará presente para garantir que o processo ocorra de maneira humanitária. Stuart Anderson, diretor-geral adjunto de Biosegurança, assegurou que a operação atende às obrigações de bem-estar animal.
O parque, que já enfrentou diversos problemas financeiros e de gestão, foi fechado em 2014 para reformas e reabriu em 2021, mas entrou em liquidação em 2023. A situação atual levanta preocupações sobre o futuro dos animais restantes e a possibilidade de um novo proprietário que possa reverter esse cenário.
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