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Cidade do México é a metrópole mais vigiada por vídeo nas Américas

Cidade do México tem 83.414 câmeras em operação, mais trinta mil em instalação, com meta de cento e cinquenta mil até 2030

Example of how the C5 CDMX cameras support the pursuit of alleged assailants.
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A Cidade do México se destaca como a metrópole mais vigiada das Américas, contando atualmente com 83.414 câmeras em operação e mais 30 mil em instalação. O objetivo é atingir 150 mil câmeras até 2030, utilizando tecnologia avançada como pan/tilt/zoom e visão noturna. Essa rede é parte do sistema C5, que centraliza o monitoramento e a prevenção de crimes.

As câmeras estão distribuídas em 16.460 sistemas de tecnologia de videovigilância, com capacidade de gravação em 4K e cobertura em 360 graus. Além disso, existem 17.629 postes equipados, que incluem botões de emergência e alertas visuais e sonoros. Apesar de todo esse aparato, a cidade ainda enfrenta altos índices de criminalidade, com 54.473 crimes registrados para cada 100 mil habitantes.

Modernização e Expansão

Recentemente, o governo destinou 345 milhões de pesos (aproximadamente 18,5 milhões de dólares) para a compra das novas câmeras, parte do programa “Olhos que cuidam de você”. Com a conclusão da instalação, a Cidade do México manterá uma vantagem significativa em relação a cidades como Nova York, Chicago e Rio de Janeiro.

As novas câmeras são projetadas para operar em condições adversas e possuem sistemas de detecção de pessoas e veículos. Além disso, a manutenção é uma prioridade, com 354 milhões de pesos alocados em 2024 para garantir o funcionamento adequado dos dispositivos. Atualmente, cerca de 98% das câmeras estão operacionais diariamente.

Questões Éticas

Apesar dos avanços na segurança, a vigilância em massa levanta preocupações éticas. A especialista Carmina Jasso López destaca que a falta de um quadro regulatório nacional pode violar direitos fundamentais, como privacidade e proteção de dados pessoais. Salvador Guerrero Chiprés, coordenador do C5, afirma que a operação das câmeras segue a legislação vigente, mas reconhece a necessidade de um debate mais amplo sobre a ética da videovigilância.

A Cidade do México, embora já possua a maior rede de câmeras do continente, ainda enfrenta desafios para cobrir completamente seu território, onde apenas um terço é monitorado. A colaboração da comunidade é essencial para fortalecer a segurança pública, conforme ressaltado por Guerrero Chiprés.

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