A jovem polaca Julia Wandelt, que alegou ser a desaparecida Madeleine McCann, foi condenada a seis meses de prisão no Reino Unido por assediar os pais da menina. O desaparecimento de Madeleine ocorreu em maio de 2007, enquanto seus pais jantavam em um restaurante no Algarve, Portugal. Até hoje, o caso permanece sem solução.
Wandelt, de 24 anos, foi julgada após realizar diversas chamadas e enviar mensagens a Kate e Gerry McCann entre junho de 2022 e fevereiro de 2023. A jovem também se deslocou à residência da família, em Rothley, na Inglaterra. O tribunal classificou sua conduta como uma “campanha de assédio”. Embora tenha sido absolvida da acusação de perseguição, Wandelt foi considerada culpada de assédio.
Durante o julgamento, foram apresentados testes de ADN que demonstraram que Wandelt não tinha relação com os McCann. A jovem alegou que não tinha intenção de assediar, mas de descobrir sua verdadeira identidade. Após cumprir a pena, que começou em fevereiro de 2023, ela deverá ser deportada para a Polônia.
Detalhes do Julgamento
O julgamento durou cinco semanas e incluiu testemunhos dos pais e da irmã mais nova de Madeleine. Os procuradores apresentaram evidências científicas que corroboraram a falta de ligação familiar entre Wandelt e os McCann. A defesa de Wandelt insistiu que seu objetivo era apenas “saber realmente quem eu sou”.
Uma segunda acusada, Karen Spragg, foi absolvida das acusações de ajudar Wandelt. O caso de Madeleine McCann continua a ser um dos desaparecimentos mais notórios, com investigações em diversos países e uma intensa cobertura da mídia ao longo dos anos.
Entre na conversa da comunidade