Um protesto no Museum of West African Art (Mowaa), em Benin City, interrompeu uma sessão de pré-estreia no último domingo, dia 10 de novembro de 2025. O evento, que antecede a abertura pública do museu, foi marcado por tensões relacionadas à posse dos Benin bronzes, artefatos saqueados por forças britânicas em 1897.
Durante a manifestação, os protestantes, que apoiam o rei Ewuare II, entoaram gritos de “Oba ghato kpere ise” (“Viva o Rei” em Bini) enquanto a segurança conduzia visitantes para fora do local. O diretor do Mowaa, Phillip Ihenacho, relatou que houve danos leves na área de recepção e no espaço de exibição. O museu se desculpou pela situação, expressando gratidão pela paciência dos convidados.
Contexto do Museu
O Mowaa, anteriormente conhecido como Edo Museum of West African Art, é um espaço que visa promover a arte da África Ocidental, contando com laboratórios de conservação e estúdios. O museu, cofinanciado por governos da França e Alemanha, deveria abrigar várias peças dos Benin bronzes, que estão em processo de restituição.
Nos últimos cinco anos, mais de 150 bronzes foram devolvidos ao país, mas a rivalidade política entre o ex-governador e o atual da Edo State impede a exibição das peças no Mowaa. A administração atual é aliada ao rei Ewuare II, que defende que os artefatos sejam mantidos no palácio de Benin, de onde foram saqueados.
Reação das Autoridades
A ministra da Cultura da Nigéria, Hannatu Musawa, expressou preocupação com o impacto do protesto, afirmando que a situação não apenas compromete um ativo cultural, mas também ameaça a paz necessária para a troca cultural. O incidente gerou reações mistas em todo o país, com alguns clamando por uma resolução rápida para a disputa, essencial para a imagem cultural da Nigéria.
O desdobramento do protesto e o futuro dos Benin bronzes permanecem incertos, refletindo a complexidade das questões de patrimônio cultural e política no país.
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