O Ministério da Saúde do Brasil lidera uma ampla programação na COP30, que ocorre em Belém, com foco na saúde e mudanças climáticas. O evento, que se estende até 21 de novembro de 2025, conta com 55 painéis e mesas que discutem a resiliência dos sistemas de saúde, inovação e justiça climática. O ministro Alexandre Padilha destaca a importância do Plano de Ação em Saúde de Belém, reconhecido pela OMS como uma estratégia fundamental para fortalecer a saúde em contextos climáticos adversos.
No dia 13 de novembro, durante o Dia da Saúde, Padilha apresentará o plano, que é o primeiro a articular ações de adaptação climática exclusivamente voltadas para a saúde. O plano propõe medidas concretas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, com apoio de organizações internacionais e considerando as necessidades dos países em desenvolvimento. A secretária de Vigilância em Saúde, Mariângela Simão, enfatiza que o documento é um chamado à ação coletiva.
Legado e Investimentos
Além do plano, o Brasil apresentará iniciativas como o AdaptaSUS e a Agenda Estratégica Mais Saúde Amazônia Brasil. Estas ações visam integrar equidade, justiça climática e sustentabilidade na saúde regional. O governo já anunciou R$ 53 milhões em novos investimentos e mais de R$ 1,6 bilhão desde 2023, voltados para a ampliação de unidades de saúde e melhoria de serviços.
Padilha afirma que o legado da COP30 será um sistema de saúde mais preparado para o futuro, com uma rede de atenção que será digital, integrada e resiliente. O evento, portanto, não apenas posiciona o Brasil como líder no debate global sobre saúde e clima, mas também reforça seu compromisso em transformar a saúde pública em um pilar fundamental nas políticas climáticas.
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