Um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu do governo brasileiro um plano de segurança mais eficaz para a COP 30, que ocorre em Belém, após a invasão do evento por ativistas. Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, criticou as falhas de segurança que permitiram a entrada não autorizada de manifestantes.
A crítica se estende à infraestrutura do evento, que apresenta problemas como falta de ar-condicionado e longas filas para alimentação. Stiell destacou a insuficiência do efetivo de segurança, além de mencionar que o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria instruído a Polícia Federal a não intervir nas manifestações. A carta com as reivindicações foi enviada ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.
A ONU expressou preocupação com a segurança do evento, apontando que as vulnerabilidades identificadas levantam questões sobre o cumprimento das obrigações do Brasil como anfitrião da COP 30. O governo brasileiro, por sua vez, informou que está atendendo todas as solicitações da organização para garantir a segurança e a infraestrutura adequadas durante a conferência.
As críticas surgem em um contexto onde a segurança e a logística da COP 30 já eram alvo de preocupações, com relatos sobre o calor intenso e a precariedade das condições de apoio às delegações.
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