O governo dos Estados Unidos anunciou que, a partir de 20 de novembro, quatro grupos antifa europeus serão adicionados à lista de organizações terroristas globais. Entre os grupos estão o Antifa Ost (Alemanha), a Federação Anarquista Informal-Frente Revolucionário Internacional (Itália), a Justiça Proletária Armada e a Autodefensa de Clase Revolucionária (ambos da Grécia). Essa designação coloca essas entidades na mesma categoria que grupos extremistas como Al Qaeda.
O Departamento de Estado dos EUA descreveu o Antifa Ost como uma “milícia baseada na Alemanha” envolvida em ataques contra supostos “fascistas” entre 2018 e 2023. A Justiça Proletária Armada reivindicou a colocação de uma bomba em 2023, enquanto a Autodefensa de Clase Revolucionária assumiu a responsabilidade por uma explosão em uma companhia ferroviária em abril, sem deixar feridos.
Declarações de Autoridades
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo continuará a identificar novos grupos antifa. Segundo ele, esses grupos se baseiam em ideologias anarquistas e marxistas, utilizando essas crenças para justificar ataques violentos, tanto em território nacional quanto no exterior. Rubio destacou que os EUA usarão todos os recursos disponíveis para proteger a segurança nacional e impedir que terroristas acessem fundos.
Essa ação ocorre em um contexto de crescente tensão nos EUA em relação ao movimento antifascista, especialmente após a morte do ativista conservador Charlie Kirk em setembro. O ex-presidente Donald Trump também havia classificado os antifa como uma organização terrorista, embora especialistas afirmem que esses grupos carecem de coordenação e estrutura.
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