Mais de 150 passageiros palestinianos, incluindo uma mulher em estado avançado de gravidez, enfrentaram uma situação crítica ao serem mantidos em um avião por cerca de 12 horas no aeroporto O.R. Tambo, na África do Sul. O incidente ocorreu devido a problemas com a documentação de viagem, que não continha os carimbos de saída das autoridades israelenses.
Os passageiros desembarcaram em Joanesburgo após uma parada em Nairóbi, no Quênia. A autoridade de gestão de fronteiras da África do Sul informou que a falta de informações sobre a estadia e endereços locais levou à negativa de entrada. Após a intervenção do Ministério da Interior e da ONG Gift of the Givers, 130 pessoas conseguiram deixar o avião, enquanto 23 seguiram para outros destinos.
Condições no Avião
Um pastor que conseguiu entrar na aeronave descreveu as condições como “excruciantes”, com crianças chorando e sofrendo com o calor intenso. O pastor, Nigel Branken, afirmou que muitos dos passageiros pretendem solicitar asilo na África do Sul. Ele criticou a situação, afirmando que o país deveria permitir que essas pessoas entrassem no aeroporto para que pudessem exercer seu direito de asilo.
Apoio à Causa Palestina
Esse foi o segundo voo com passageiros palestinianos a pousar na África do Sul em menos de duas semanas. O fundador da Gift of the Givers, Imtiaz Sooliman, destacou que os passageiros não sabiam para onde estavam indo. A África do Sul, historicamente, tem se posicionado em apoio à causa palestiniana, e a forma como os passageiros foram tratados gerou indignação pública.
O incidente levanta questões sobre a gestão de imigração e as políticas de acolhimento de refugiados no país, especialmente em um contexto onde a África do Sul se afirma como defensora dos direitos humanos.
Entre na conversa da comunidade