O governo irlandês está atento ao aumento da migração irregular, que tem como principal origem a Grã-Bretanha. Mais de 80% dos migrantes que utilizam rotas irregulares para a Irlanda vêm do Reino Unido, viajando para Belfast e, em seguida, para Dublin para solicitar asilo. O ministro da Justiça da Irlanda, Jim O’Callaghan, afirmou que o país não deve ser visto como uma alternativa mais favorável ao Reino Unido para os solicitantes de asilo.
Recentemente, o governo britânico apresentou propostas polêmicas que podem alterar significativamente as regras de imigração, facilitando a remoção de pessoas sem direito de permanência. O’Callaghan destacou que monitorará de perto essas mudanças e poderá adaptar as leis irlandesas em resposta. A Irlanda planeja atualizar sua legislação de proteção internacional ainda este ano, e ajustes podem ser incorporados em decorrência das novas diretrizes britânicas.
Desafios da Fronteira
A Irlanda enfrenta um dilema, já que a fronteira com a Irlanda do Norte é aberta há mais de um século. Não há interesse em reintroduzir checagens de fronteira, o que complicaria a situação. O vice-primeiro-ministro, Simon Harris, ressaltou que as fronteiras invisíveis da Área de Livre Circulação (CTA) nunca foram destinadas a controlar solicitantes de asilo.
Após o referendo do Brexit, surgiram tentativas de implementar verificações na fronteira irlandesa, com a preocupação de que migrantes pudessem entrar no Reino Unido através da Irlanda do Norte. No entanto, O’Callaghan enfatizou a necessidade de flexibilidade legal na Irlanda para responder a mudanças nas políticas britânicas, ressaltando que a atualização da legislação de proteção internacional será crucial para enfrentar os novos desafios migratórios.
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