O ataque de drones russos em Kiev no dia 14 de novembro de 2025 resultou na morte de Natalia Jodemchuk, viúva de Valeri Jodemchuk, a primeira vítima do desastre de Chernóbil em 1986. O impacto de um drone atingiu seu apartamento, reacendendo memórias do trágico evento nuclear. Natalia, de 73 anos, estava dormindo quando a explosão devastou o prédio onde morava, um dos que abrigou famílias deslocadas de Prípiat.
Chernóbil, que se tornou uma cidade fantasma, ainda é um símbolo da tragédia nuclear. Natalia era conhecida por seu ativismo em lembrar as vítimas do acidente, sendo uma figura respeitada na Ucrânia. O presidente Volodímir Zelenski lamentou sua morte, destacando que, quase quatro décadas depois, os sobreviventes de Chernóbil enfrentam novamente o terror de um estado agressor.
O ataque de drones, que envolveu mais de 400 unidades, deixou um rastro de destruição em Kiev, com 14 impactos em edifícios civis. Natalia foi a sétima vítima do bombardeio. O incidente também reavivou discussões sobre os traumas persistentes da catástrofe de Chernóbil, que afetaram gerações.
Oleksandr Shinkaruk, que também sobreviveu ao desastre nuclear, comentou sobre a intensidade do ataque recente, afirmando que o zumbido dos drones é mais aterrorizante do que a explosão de 1986. A memória de Chernóbil continua a ecoar, mostrando que as consequências do passado ainda assombram os ucranianos.
Natalia Jodemchuk, assim como outras vozes que lutam para manter viva a memória do desastre, representa a resiliência de um povo que, mesmo décadas após a tragédia, continua a enfrentar novos desafios e ameaças à sua segurança.
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