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Sequestro de meninas cristãs após ataque a escola na Nigéria

Vinte e cinco alunas da Government Girls Comprehensive Secondary School, Maga, Kebbi, foram sequestradas na madrugada desta segunda; ataque ocorreu às quatro da manhã

A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, da Missão Portas Abertas, ranking que monitora a hostilidade contra cristãos - Foto: Ilustrativa/Portas Abertas
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Vinte e cinco alunas da Government Girls Comprehensive Secondary School, em Maga, Kebbi, foram sequestradas por homens armados na madrugada de segunda-feira, 17 de novembro. O ataque ocorreu por volta das 4h, quando os criminosos invadiram a escola e dispararam tiros, levando as meninas para áreas de vegetação densa. A motivação do sequestro ainda não foi confirmada.

Fontes locais informaram que entre as alunas sequestradas estão estudantes cristãs, embora o número exato não tenha sido apurado. Famílias tentam descobrir se suas filhas estão entre as vítimas, e estimativas preliminares sugerem que o total de alunas cristãs sequestradas pode ser maior do que o reportado. O aumento de sequestros no noroeste da Nigéria tem sido amplamente denunciado, com o crime se tornando um negócio lucrativo e uma forma de desestabilizar comunidades.

Contexto da Violência

Relatos indicam que os cristãos frequentemente enfrentam exigências de resgate mais elevadas, levando muitos a vender propriedades para garantir a libertação de seus familiares. A Nigéria ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, da Missão Portas Abertas, que monitora a hostilidade contra cristãos. A crescente violência tem gerado preocupações sobre as causas e os responsáveis pelos ataques, que atingem desproporcionalmente minorias religiosas.

A Portas Abertas informou que seus parceiros locais estão investigando o caso e divulgarão atualizações em breve. A organização também convocou a comunidade internacional a apoiar ações por proteção e justiça para cristãos e outros grupos vulneráveis na África Subsaariana. A campanha “Desperta África” visa coletar um milhão de assinaturas até 2026 para apresentar um apelo à União Africana, à ONU e a governos de diversos países.

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