A milícia palestina Hamas rejeitou a resolução da ONU que apoiaria o plano dos Estados Unidos para estabilizar a situação em Gaza. O comunicado foi feito na noite de segunda-feira, 17 de novembro de 2025, e a organização afirmou que não desarmará sem um processo claro para a criação de um Estado palestino.
A resolução recebeu treze votos a favor no Conselho de Segurança da ONU e foi celebrada por Benjamín Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, que aplaudiu a medida como um passo rumo à paz. A Autoridade Palestina (AP) também apoiou o texto, interpretando-o como um reconhecimento do direito à autodeterminação dos palestinos. No entanto, a AP não definiu prazos ou garantias para a implementação do plano.
Rejeição do Desarmamento
Hamas argumenta que a resolução ignora os direitos políticos dos palestinos e impõe uma “tutela internacional” que a organização rejeita. O grupo enfatiza que a resistência à ocupação é um direito legítimo e que o desarmamento deve estar vinculado a um processo político que assegure a criação de um Estado. A milícia expressou ceticismo sobre o compromisso da comunidade internacional em atender às necessidades dos gazatíes.
Desafios do Plano
Apesar do apoio à resolução, desafios significativos permanecem. A falta de detalhes sobre como o desarmamento de Hamas será realizado e a responsabilidade da Força de Estabilização Internacional (ISF) geram incertezas. A resolução prevê que a ISF colabore com Israel e Egito, mas não esclarece a extensão de sua responsabilidade.
A proposta também menciona que a AP deve assumir o controle da faixa de Gaza em um futuro indeterminado, o que levanta questões sobre a permanência da ocupação israelense. A situação é vista com desconfiança por muitos gazatíes, que temem que o plano não atenda suas reais necessidades e interesses.
O clima de incerteza e desconfiança permeia as reações em Gaza, onde muitos questionam a eficácia da resolução e a possibilidade de mudanças significativas em suas vidas.
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