A presidência da COP30 divulgou um novo rascunho da decisão final da conferência, que elimina a proposta de um plano de transição para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. A mudança ocorre após pressões de países dependentes da exploração de petróleo e gás, que alegavam que a proposta anterior era desproporcional e prejudicial às suas economias. O novo texto menciona apenas a necessidade de uma “economia de baixo carbono”, o que gerou desconforto entre os cerca de 80 países que apoiavam a transição.
Diplomatas destacam que essa retirada pode reduzir a ambição climática e impactar outras negociações em andamento. Representantes dos países que defendiam a proposta alertam que a nova abordagem enfraquece o compromisso global com a mudança climática. Além disso, a decisão pode endurecer as posições desses países em discussões paralelas, comprometendo o avanço das negociações.
Críticas e Reações
Organizações subnacionais também criticaram a nova versão do rascunho. Mark Watts, diretor-executivo da rede C40 Cities, afirmou que a proposta atual demonstra uma falta de ambição em áreas centrais da agenda climática. Para Watts, os textos sugerem que o progresso global está sendo comprometido. Ele acredita que ainda há espaço para corrigir o rumo, desde que a conferência adote uma visão voltada para a implementação.
Outros temas permanecem sem consenso, como o financiamento climático e regras para lidar com o “protecionismo verde”. Esses tópicos são considerados cruciais para que a COP30 avance em direção a um acordo equilibrado entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
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