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Lula cobra ação global contra desigualdade e clima no G20 na África do Sul

Lula pressiona o G20 por combate à desigualdade, propõe Painel Independente e taxação de grandes fortunas, ligando desigualdade à crise climática

O presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Durante a Cúpula de Líderes do G20, realizada em Joanesburgo, na África do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de ações globais mais contundentes no combate à desigualdade e à crise climática. Em dois discursos, Lula pediu a criação de um Painel Independente sobre Desigualdade e defendeu a taxação de grandes fortunas como parte de uma nova abordagem multilateral.

Na primeira sessão, dedicada ao crescimento sustentável, Lula alertou que o G20 corre o risco de perder relevância devido ao aumento do protecionismo. Ele destacou que a austeridade imposta após a crise financeira de 2008 aprofundou desigualdades e tensões geopolíticas. O presidente declarou que a desigualdade extrema é um “risco sistêmico” e deve ser tratada como uma emergência global.

Propostas e Desafios

Na segunda parte de seus discursos, Lula conectou a desigualdade social à crise climática, ressaltando que 2025 marcará o primeiro ano em que a temperatura global ultrapassará os 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Ele mencionou a importância da COP30, em Belém, onde a ciência prevaleceu sobre interesses políticos, e afirmou que o mundo está em uma nova etapa que exige ações simultâneas para reduzir emissões e adaptar-se a eventos climáticos extremos.

O presidente também destacou a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, que visa fortalecer a proteção social e apoiar pequenos produtores. Lula enfatizou que é injusto permitir que as maiores vítimas da crise climática sejam aqueles que menos contribuíram para sua causa.

As propostas de Lula buscam estabelecer um novo paradigma de cooperação internacional, onde a responsabilidade das grandes economias é central para enfrentar os desafios globais.

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