O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente em Brasília na manhã de sábado, 22 de novembro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após a Polícia Federal alertar sobre uma tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica e o risco de fuga durante uma vigília de apoiadores. A prisão ocorreu em um momento delicado, com Bolsonaro supostamente planejando se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a situação durante uma coletiva em Joanesburgo, na África do Sul. Lula evitou criticar a decisão judicial, afirmando que a Justiça já havia julgado o caso e que Bolsonaro teve direito à defesa. “A Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou”, declarou.
Repercussões e Relações Internacionais
Lula minimizou a possibilidade de retaliações dos Estados Unidos em decorrência da prisão. O ex-presidente Donald Trump criticou a detenção, chamando-a de “uma pena”. Lula, por sua vez, reafirmou a soberania do Brasil, afirmando que as decisões do país são tomadas aqui.
Após a prisão, Bolsonaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde uma cela especial foi preparada. Ele passou por exame de corpo de delito antes de ser levado para a custódia. Uma audiência de custódia está agendada para este domingo, 23 de novembro, às 12h. A Primeira Turma do STF se reunirá na segunda-feira, 24, para referendar a decisão de Moraes. Neste momento, Bolsonaro só pode receber visitas de seus advogados e equipe médica.
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