O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu da COP 30, realizada em Belém, sem conseguir impor suas propostas para o fim dos combustíveis fósseis e um roadmap para zerar o desmatamento. O evento, que ocorreu no último sábado (22), foi marcado por discussões acaloradas e resistência de países como Arábia Saudita, China e Índia. Apesar do esforço do Brasil, o documento final não mencionou as metas desejadas.
Durante a conferência, Lula tentou articular a inclusão de “mapas do caminho”, mas não obteve consenso. Embora 20 países, como Colômbia e Reino Unido, tenham apoiado as propostas brasileiras, a resistência dos grandes emissores dificultou o avanço. Especialistas apontam que os combustíveis fósseis são responsáveis por mais de 80% das emissões globais.
Reações e Consequências
Após a conferência, Lula minimizou a derrota, afirmando que o Brasil já faz sua parte na redução do uso de combustíveis fósseis, citando a adição de biodiesel e etanol. O presidente ainda destacou que a discussão iniciada é fundamental para o futuro. Contudo, o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, anunciou que o Brasil desenvolverá dois mapas paralelos para enfrentar o desmatamento e promover a transição energética.
A condução das negociações foi criticada, com países latino-americanos expressando descontentamento. A delegada colombiana, Daniela Durán González, relatou um “sério problema de procedimento”, enquanto o embaixador brasileiro reconheceu falhas em sua atuação. A falta de clareza sobre a crise climática gerou tensão entre os participantes, refletindo a complexidade das negociações sobre mudanças climáticas.
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