O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o esboço de plano de paz discutido entre EUA e Ucrânia pode servir de base para negociações futuras, desde que a Ucrânia ceda território. Ele disse que alguns pontos são aceitáveis, mas outros exigem novas conversas. A versão discutida em Genebra foi apresentada a Moscou.
Putin repetiu que a Rússia só interromperá a ofensiva se as tropas ucranianas se retirarem de áreas não especificadas sob controle de Kyiv. Em declarações a repórteres durante viagem de trabalho ao Quirguistão, ele deixou claro que, caso não haja retirada, a vitória militar será alcançada pela via russa.
O presidente também reforçou alegaçao de que a liderança ucraniana é ilegítima, argumento usado para sustentar a necessidade de reconhecimento internacional amplo antes de qualquer acordo vinculante. Putin confirmou que o enviado dos EUA, Steve Witkoff, viajará à Rússia no começo da próxima semana.
Witkoff atua como enviado especial dos EUA e tem enfrentado críticas por posições percebidas como parciais em discussões com Moscou. A viagem foi anunciada mesmo com controvérsias surgidas após vazamentos envolvendo o plano de 28 pontos.
Analistas independentes, como Tatiana Stanovaya, alertaram que Putin pode manter a postura máxima e aguardar que Kyiv reconheça que não tem condições de vencer. O plano vazado envolve potencial retirada de território por parte da Ucrânia.
Entre as propostas do roteiro de 28 pontos, há a expectativa de que a Ucrânia cesse ou reduza a assistência militar ocidental e que futuras tropas ocidentais na região sejam proibidas. O conteúdo envolveria ainda limitações a novas forças internacionais na Ucrânia.
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