Recentes movimentos diplomáticos e militares na Ucrânia voltaram a colocar em evidência o risco de escalada e as divergências entre europeus e Washington sobre a estratégia de paz. A viagem de figuras próximas ao controlo de Trump a Moscou elevou a ansiedade sobre as condições para uma negociação.
Em Moscou, Witkoff, ex-embaixador dos EUA na Alemanha, viajou acompanhado por Jared Kushner, assessor próximo a Trump. A visita ocorre em meio a negociações que, segundo autoridades, buscam condições favoráveis a Moscou, ainda sem acordo claro com Kyiv.
Pouco depois, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ter tomado a cidade estratégica de Pokrovsk. A afirmação foi negada pelo governo ucraniano e pela liderança de Kiev, que apontou falas unilaterais para pressão sobre as negociações. A declaração elevou as acusações de sabotagem da paz por parte de várias capitais europeias.
Com esse cenário, as capitais europeias solicitam clareza sobre o papel de Washington no processo e temem concessões que possam exigir retrocessos de Kyiv. Enquanto isso, a Rússia sinaliza disposição para avançar em termos de paz apenas sob condições próprias.
A situação permanece marcada por uma disputa entre leitura de paz europeia e postura norte-americana, ampliando a incerteza sobre o caminho para um acordo duradouro na região.
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