Em meio à intensificação das negociações para encerrar o conflito na Ucrânia, surgem relatos de tensões entre lideranças europeias e os EUA. Um apelo de cautela ganhou destaque após uma reunião recente ter sido indicada como marcada por preocupações sobre o alinhamento americano nas tratativas de território e garantias de segurança. A divulgação, pela Der Spiegel, baseou-se em um resumo em inglês de uma chamada entre chefes de governo, com citações atribuídas a eles.
Segundo as informações, o presidente francês pediu atenção aos riscos de uma eventual traição de Washington em relação ao território ucraniano, sem clareza sobre garantias de segurança. O chanceler alemão também ter tempo de avaliação negativa, com menção a uma viagem diplomática de representantes próximos ao ex-presidente americano. Líderes de outros países expressaram receios sobre o ritmo e o formato do processo de paz imposto, além de debaterem o uso de ativos congelados russos para apoiar a Ucrânia.
Contexto e reações
A conversa ocorreu num momento de propostas diplomáticas intensas, com Washington apresentando um plano de 28 itens para interromper o conflito, alvo de críticas por ter sido elaborado sem participação de aliados europeus. Paralelamente, diplomatas dos EUA e de Kiev conduziram negociações em Genebra e em Florida, antes de representantes próximos a Trump entrarem em Moscou. Um encontro em Moscow com o presidente Vladimir Putin durou cinco horas.
Ainda na linha diplomática, o ministro da Defesa da Alemanha argumentou, em plenário, que um acordo imposto pode ser prejudicial não apenas a Kyiv, mas à segurança europeia como um todo. Em artigo publicado, um líder alemão defende o aproveitamento de recursos financeiros congelados da Rússia para sustentar a Ucrânia, destacando a importância de uma resposta europeia firme. O tema envolve a soberania do bloco e a capacidade de decidir sobre recursos de um aggressor, dentro do contexto jurídico nacional.
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