Agentes do FBI prenderam, nesta quinta-feira, um suspeito na Virgínia, quase cinco anos após o ataque de 6 de janeiro de 2021. O caso envolve duas bombas caseiras colocadas perto das sedes dos comitês nacionais, que não chegaram a explodir durante a véspera da certificação da vitória de Joe Biden.
O FBI investiga há anos as circunstâncias do episódio. A identificação do suspeito ainda não foi divulgada. A prisão ocorre dentro de uma apuração em curso, com conferência de imprensa planejada para detalhar o andamento das investigações.
Até agora, as autoridades listaram que o suspeito aproximou-se das sedes do Democratic National Committee e do Republican National Committee. Não houve explosões, mas as bombas eram consideradas capazes de provocar danos graves, segundo o FBI.
Detalhes da detenção e andamento da investigação
Ao longo de cinco anos, agentes analisaram mais de 600 pistas, dezenas de milhares de imagens de vídeo e realizaram mais de mil entrevistas. Dados de localização de telefones e de publicidade online também foram cruzados para tentar identificar envolvidos.
Relatos indicam que o FBI tem buscado esclarecer o que ocorreu na véspera do 6 de janeiro, com foco em entender quem posicionou os artefatos e por quais motivos. Teorias de conspiração foram desmentidas pela agência ao longo do tempo.
A investigação ganhou maior atenção com a divulgação de vídeos que mostram, na noite anterior ao ataque, um indivíduo próximo à sede do DNC e, minutos depois, perto da sede do RNC. Uma conferência de imprensa está marcada para apresentar novos detalhes.
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