A União Europeia apresentou uma estratégia global para combater o narcotráfico, com foco em reduzir a entrada de drogas antes das fronteiras e ampliar a cooperação internacional. O comissário de Interior, Magnus Brunner, destacou que as redes criminosas alimentam violência e impacto à saúde pública.
Brunner citou números: cerca de 7.500 europeus morrem anualmente por narcotráfico, além de violência, corrupção e danos sociais. A estratégia visa melhorar detecção, reforçar fronteiras, e atualizar a legislação contra a criminalidade organizada.
A crise ocorre em um contexto de protestos em Marselha e de alertas de juízes sobre o risco de narcoestados. A UE busca uma resposta “global” para desmantelar rotas, modelos de negócio e reduzir a dependência de drogas sintéticas.
Plano de ação e prioridades
O pacote inclui 19 ações prioritárias de curto e médio prazo para fortalecer segurança e desarticular redes criminosas. Uma medida central é a prevenção do recrutamento de jovens online e a criação de uma plataforma europeia de especialistas.
Outra frente é a detecção em pontos de entrada, incluindo o reforço de controles em portos e no envio de drogas por correio e serviços de mensagens. Também será atualizada a legislação para combater a criminalidade de forma mais efetiva.
A Comissão pretende ampliar cooperação com terceiros países, especialmente na origem da cocaína, e adotar uma nova legislação sobre precursores. O objetivo é dificultar a produção de drogas e o desvio de substâncias químicas.
Além disso, até 2026 será criada uma “caixa de ferramentas” para autoridades, educadores e socorro social: recursos baseados em evidência para detecção precoce e intervenção com jovens em risco.
Brunner reforçou a necessidade de ações contundentes para impedir que as redes entrem nas ruas com drogas baratas, assegurando a proteção de comunidades e do ambiente de negócios. A estratégia integra medidas de prevenção, repressão e cooperação.
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