Nesta sexta-feira (5), um avião vindo dos EUA chegou ao principal aeroporto da Venezuela com 172 deportados. O país permanece praticamente isolado, após a suspensão em massa de voos internacionais motivada por um alerta de segurança aérea dos EUA.
As informações indicam que, até então, dois voos anteriores haviam chegado com 266 venezuelanos cada um. O voo procedente de Phoenix transportou 5 crianças, 26 mulheres e 141 homens. Ao todo, 18.260 venezuelanos foram repatriados em 2025, sendo 14.579 oriundos dos EUA.
A Venezuela informou que, assim como os demais voos, este também teve procedência americana. A dinâmica de repatriação ocorre em meio a tensões entre Caracas e Washington, acentuadas por ações militares no Caribe e críticas mútuas sobre a condução dos contatos internacionais.
Contexto internacional e impactos
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA solicitou, em 21 de novembro, maior precaução ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe, contribuindo para a dificuldade de operações de voos comerciais. Quase todas as companhias suspenderam voos por questões de segurança.
Desde agosto, os EUA mantêm mobilização militar no Caribe, incluindo o envio do maior porta-aviões do mundo, alegando combate ao narcotráfico. Caracas afirma que tais ações visam forçar uma mudança de regime e controlar recursos estratégicos do país.
Forças americanas relataram ataques a embarcações suspeitas de ligação com o narcotráfico desde 2 de setembro. Ao todo, o episódio resultou em várias mortes, com a Venezuela classificando as ações como execuções extrajudiciais.
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