Emmanuel Macron afirmou que a União Europeia pode aplicar tarifas sobre produtos chineses nos próximos meses caso não haja medidas para reduzir o déficit comercial com o bloco. A declaração ocorreu após a visita oficial à China.
O presidente francês destacou que a UE enfrenta uma situação crítica, com impactos de políticas protecionistas estadunidenses e da própria China sobre o modelo industrial europeu. A fala reforça a pressão sobre setores-chave.
Macron sinalizou a necessidade de um front europeu para enfrentar a China, admitindo divergências com a Alemanha. A ideia é proteger indústrias vulneráveis, como automotiva e maquinaria, sem abandonar investimentos chineses consentidos.
Contexto prévio
A análise aponta déficit comercial da UE com a China e debates sobre equilíbrio entre investimento chinês na Europa e autonomia industrial, com foco em tecnologia, automação e capacidades estratégicas.
Medidas em debate
Segundo Macron, tarifas seriam usadas como instrumento para exigir medidas concretas de redução do déficit, mantendo a relação com o investimento externo sob regras que preservem a indústria europeia.
Papel da Alemanha
A Alemanha, com forte presença na China, ainda não alinhou completamente a posição de Paris, o que complica a formação de um front comum. O tema envolve simplificação regulatória e fortalecimento do mercado único.
Próximos passos
A interlocução com parceiros europeus, ajustes na política monetária e ações para ampliar inovação e defesa de setores estratégicos aparecem como elementos centrais para a estratégia de autonomia industrial da UE.
Fonte: AFP
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