Um avião militar nigeriano entrou no espaço aéreo do Burquina Faso e fez uma aterrissagem de emergência em Bobo-Dioulasso. Doze militares nigerianos ficaram retidos; o episódio ocorreu em meio a tensões entre o AES e a Ecowas.
A direção do AES, liderada por Assimi Goita, classificou a aterrissagem como ato hostil e pediu neutralizar futuras aeronaves que violarem o espaço confederal. A aeronave era supostamente destinada a uma missão de recuperação, com uma parada técnica emergencial.
Autoridades nigerianas informaram que o envio visava Portugal para uma missão de reboque, citando uma falha técnica como motivo da aterrissagem. O piloto e tripulação estariam bem e recebendo tratamento cordial, com planos de retomar a missão.
Contexto regional
A AES, formada por Burkina Faso, Mali e Níger, rompeu com a Ecowas após ameaças de intervenção na Nicar. Os estados acusam a Ecowas de violar a integridade territorial e de ser influenciada pelo Ocidente, aproximando-se de Rússia.
Na última década, a região vive uma série de golpes e crises de segurança, com intervenções internacionais e contestações diplomáticas. Em Benin, uma intervenção militar facilitada pela Ecowas resultou na contenção de um golpe, com operações aéreas realizadas.
Mulheres e homens no poder regional passam por mudanças frequentes, com o objetivo declarado de restaurar a estabilidade, manter a soberania e enfrentar ameaças insurgentes. As informações oficiais indicam que as ações seguem protocolos regionais e acordos entre os membros da AES.
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