Donald Trump afirmou em entrevista publicada pelo Politico nesta terça-feira que a Ucrânia deveria realizar eleições, mesmo com o país em regime de lei marcial desde a invasão russa de fevereiro de 2022. O ex-presidente acusou Kiev de usar a guerra para adiar o pleito, que não ocorreria sem a suspensão, segundo ele.
A entrevista também questionou se a Ucrânia é realmente democrática, reiterando críticas a Volodymyr Zelensky e ao papel da Europa e dos utensílios norte-americanos na condução da guerra. Trump disse que o povo ucraniano deveria ter a oportunidade de votar, mesmo em tempos de conflito.
Trump afirmou que, sem a lei marcial, as eleições presidenciais da Ucrânia teriam ocorrido em março de 2024. Ele reforçou críticas a Zelensky por não ter aceitado um plano americano para encerrar o conflito e citou a retirada de território como indicativo de derrota ao longo dos 10 meses anteriores.
O ex-presidente avaliou que Moscou manteria vantagem no conflito por ser fisicamente maior, afirmando que a luta se arrasta com perdas que teriam continuado. Segundo ele, o desentendimento entre Zelensky e Putin dificulta um acordo de paz.
Quanto ao cenário diplomático, Trump criticou o papel da Europa na mediação, afirmando que, apesar de falas sobre paz, não haveria ações concretas para encerrar a guerra. Ele destacou que as negociações entre EUA e Ucrânia não apresentam progresso significativo recentemente.
As declarações foram feitas em meio a uma rodada de negociações entre autoridades dos EUA e da Ucrânia, que terminou sem avanços aparentes, segundo o relógio político citado pela entrevista. Zelensky manteve a promessa de continuar as negociações para alcançar uma paz verdadeira.
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