O Louvre, maior museu do mundo em visitas, será tema de greve a partir de segunda-feira. Sindicatos CGT, Sud e CFDT exigem renovações urgentes, aumento do efetivo e contestam a alta de ingressos para visitantes não pertencentes à UE. A paralisação pode causar fechamento parcial em período de alta demanda. O ingresso para não‑européus passa a €32 a partir de janeiro.
O grupo de trabalhadores aponta décadas de cortes de pessoal e subinvestimento estatal como agravantes. O museu recebeu 8,7 milhões de visitantes no ano anterior e já enfrentou problemas de segurança para proteger a vasta coleção.
Metade dos serviços, incluindo setores de segurança, tem sido alvo de demissões desde 2015, segundo as lideranças sindicais. A greve/apoio pode impactar a operação durante dias de fluxo intenso, elevando incertezas sobre o funcionamento de galerias.
Contexto recente
Em outubro, o roubo de joias avaliadas em cerca de €88 milhões ocorreu durante o dia, com quatro suspeitos presos até o momento. Em novembro, uma ruptura d’água atingiu centenas de documentos, levando ao fechamento de uma sala com objetos gregos antigos.
Fontes oficiais já haviam comunicado que as melhorias de segurança ocorreram a um ritmo considerado insuficiente pela auditoria estatal. O estudo sobre reorganização do Louvre ficará a cargo de um especialista nomeado pela gestão pública.
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