Um funcionário da mesa de prata do Palácio do Élysée foi preso, junto de dois cúmplices, por subtrair talheres e porcelanas e tentar vendê-los pela internet. A ação está ligada a uma série de furtos em instituições culturais francesas, com peças de valor histórico em foco. O trio permanece sob supervisão judicial e deve ser levado a julgamento em 26 de fevereiro.
Investigadores afirmam que objetos de herança nacional foram alvo das investidas. Entre as peças recuperadas estão porcelana da Manufacture de Sèvres e uma estatueta de René Lalique. A maior parte das peças veio de Sèvres, manufatura que pertence ao Estado francês desde o século XVIII.
Itens recuperados e andamento do caso
O responsável pela mesa de prata relatou ao MP a movimentação de peças que indicavam planos de novos furtos. A acusação aponta que o trio tentou vender itens em plataformas de venda online, como Vinted. Aproximadamente 100 objetos foram encontrados na residência, no veículo e em gavetas pessoais dos suspeitos.
Os artigos recuperados foram devolvidos ao Élysée. Além disso, o grupo foi proibido de contato entre si, de frequentar casas de leilão e de atuar em atividades profissionais ligadas a patrimônios. O caso se conecta a furtos recentes no Louvre e em museus de Limoges e de outras instituições francesas.
Contexto e desdobramentos
Autoridades destacam que a investigação envolve falhas de segurança em museus e espaços oficiais. Também foram apreendidos itens como copos de Baccarat e panelas de cobre entre os objetos recuperados. Outros furtos de alto valor continuam sob apuração pelas autoridades judiciárias.
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