O governo britânico enfrenta perguntas sobre o apoio à libertação e à volta do ativista de origem britano-egípcia Alaa Abd el-Fattah. A revelação de posts históricos, considerados violentos e ofensivos, reacende o debate sobre a conduta das autoridades.
El-Fattah chegou a Londres na sexta-feira após ter a viagem proibida suspensa pelo governo egípcio. O retorno ocorreu em meio a críticas de organizações judaicas, que apontam falta de diligência na campanha de libertação.
O histórico do ativista inclui mensagens que defendiam violência contra judeus e policiais. As publicações vieram à tona após a saída dele da prisão no Egito, gerando reação entre parlamentares de ambos os grandes partidos.
O Foreign Office classificou as postagens como repugnantes e reiterou que a cidadania britânica de El-Fattah é uma prioridade de política externa. A pasta afirmou que condena as mensagens do passado.
A controvérsia já envolve o front governamental, com cobranças de explicações sobre por que houve uma campanha pela libertação de alguém com tais posicionamentos. A polêmica envolve governos de diferentes formações ao longo dos anos.
Diversos políticos conservadores que defenderam a libertação disseram lamentar as atitudes recentes. Líderes da oposição também pedem esclarecimentos sobre o papel do governo no caso.
Organizações judaicas e representantes da comunidade destacam a necessidade de avaliação cuidadosa de pronunciamentos anteriores. Eles questionam se houve diligência suficiente na verificação de falas do ativista antes da concessão de cidadania.
O caso já gerou pressão para abrir investigações sobre a natureza das declarações extremistas. A situação chega em meio a debates sobre políticas de imigração, cidadania e liberdade de expressão no país.
O ativista foi figura central na chamada Primavera Árabe em 2011 e esteve em jejum por períodos enquanto esteve detido no Egito. Em 2021, recebeu condenação por suposta divulgação de notícias falsas.
O episódio amplia o escrutínio sobre a atuação de governos britânicos na defesa de casos de presos estrangeiros com vínculos diplomáticos britânicos. Autoridades afirmam manter o foco na segurança e nos direitos humanos.
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