Foram anunciadas mudanças significativas no calendário de vacinação infantil nos Estados Unidos nesta segunda-feira (5). O governo retirou a recomendação universal para quatro vacinas — gripe, rotavírus, meningocócica e hepatite A — e passou a orientar que a decisão seja tomada de forma clínica compartilhada entre pais e profissionais de saúde.
A atualização foi aprovada pelo diretor interino do CDC, Jim O’Neill, e divulgada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). A medida altera o processo tradicional, que envolve painel externo de consultores, e segue uma orientação de alinhamento com decisões médicas mais individualizadas.
O que mudou
Os pais passam a consultar médicos para decidir cada vacinação, com base no que o HHS classifica como tomada de decisão clínica compartilhada. A lógica é adaptar a proteção a partir do risco individual de cada criança, conforme o relatório do HHS.
Detalhes do protocolo
Dois funcionários do HHS analisaram padrões de imunização em 20 países desenvolvidos, muitos com sistemas de saúde universais. O relatório aponta diferenças estruturais que influem na adoção de vacinas específicas e na forma de recomendar sua aplicação.
Vacinas mantidas
Apesar das mudanças, continuam recomendadas as vacinas contra 11 doenças, incluindo sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) e varicela. As vacinas que passam a ser avaliadas caso a caso ficam em categorias de alto risco ou de tomada de decisão compartilhada.
HPV e cobertura
Entre as alterações, o HHS confirmou que a vacina contra o HPV passa a ser recomendada em dose única, em vez de duas. A cobertura pelos planos de seguro permanece, independentemente da categoria de recomendação.
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